Voto
do ministro Celso de Mello desempatou discussão do Supremo sobre
aceitação dos embargos infringentes, que permitirão nova chance de
defesa para 12 dos 25 condenados
"Mello: Meu voto é 'apenas mais um'"
BRASÍLIA
- Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na tarde
desta quarta-feira, 18, por um placar de seis votos a favor e cinco
contra, que os embargos infringentes devem ser aceitos pela Corte no
processo do mensalão. O resultado permitirá a realização de um novo
julgamento para 12 dos 25 condenados no processo. O voto decisivo foi
proferido pelo decano da Corte, Celso de Mello, nesta tarde.
Terão
direito a uma nova avaliação do processo aqueles que tiveram no mínimo
quatro votos a favor durante o julgamento realizado no ano passado.
Estão neste grupo, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o
ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio
Soares e o empresário Marcos Valério.
No início da sessão, o
ministro Celso de Mello tentou minimizar os efeitos do seu voto,
ressaltando que era "apenas mais um e se somará a mais cinco outras
manifestações". Além de Mello, também se posicionaram, na semana
passada, a favor dos chamados embargos infringentes os ministros Roberto
Barroso, Teori Zavaski, Rosa Weber, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.
Antes de apresentar os embasamentos do seu voto, Celso de Mello comentou sobre a pressão ocorrida nos últimos dias.
"O
dever de proteção das liberdades fundamentais dos réus, de qualquer
réu, representa encargo constitucional de que este Supremo Tribunal
Federal não pode demitir-se, mesmo que o clamor popular se manifeste
contrariamente", afirmou.
Fonte: Ed Ferreira/Estadão
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