IMPARCIALIDADE

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lula diz que 'está no jogo' para o que Dilma quiser

Ex-presidente disse que vai participar das eleições presidenciais do ano que vem 'para felicidade de alguns e desgraça de outros

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 25, que terá na campanha eleitoral do ano que vem o "papel que a Dilma quiser que seja". E frisou: "Estou voltando, com muita vontade, com muita disposição - para felicidade de alguns, para desgraça de outros. É o seguinte: eu estou no jogo", disse ele, no Instituto Lula.

Depois de afirmar que tem adotado algum cuidado para conversar com os partidos políticos, já que esses contatos devem ter o crivo de Dilma e do próprio PT, Lula disse que uma coisa que sabe, e espera estar em boas condições de fazer em 2014, é pedir voto. "Eu me considero razoável de palanque, gosto, me sinto bem, agradeço a Deus todos os dias a relação de confiança que construí com o povo brasileiro. E tudo o que eu puder fazer para convencer as pessoas que confiam em mim a votar na Dilma, eu vou fazer", disse.

Segundo ele, "certamente" a presidente Dilma precisa menos do seu apoio hoje do que precisou em 2010, quando foi eleita. "Ela vai ser julgada pelo que está fazendo, não é mais uma desconhecida como era em 2010, mas farei o mesmo esforço para reelegê-la, pois a vitória da Dilma é a minha vitória e a derrota dela é a minha. O sucesso dela é o sucesso do povo brasileiro, das camadas mais pobres da população."
E destacou que muita gente fica incomodada com a ascensão dos mais pobres. "Quanto mais o pobre ascender de classe social, todos vão ganhar", frisou.

Aprendiz. Essa foi a primeira grande entrevista que Lula concedeu desde que deixou a Presidência da República. "Ainda estou aprendendo a ser ex-presidente", falou para o grupo de jornalistas, em 90 minutos de conversa.

Ainda com relação às eleições de 2014, Lula disse que as previsões serão mais precisas em março do ano que vem, quando todos os nomes estarão definidos. O ex-presidente afirmou que será um grande feito se PT e PSB, partidos que estão se separando em diversos Estados e no governo federal, conseguirem manter um clima de não hostilidade em 2014.'

Fonte: estadao.com.br

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