A demissão de Mano Menezes caiu como uma bomba na diretoria do
Flamengo. Sonho alcançado há três meses, o treinador surpreendeu todos
com a saída, considerada intempestiva, ainda no vestiário do Maracanã,
após a derrota para o Atlético-PR. Já fora do estádio, os
vice-presidentes do clube souberam da notícia por meio de transmissões
de rádio. E ficaram estupefatos. Por isso, desejam fazer valer o
contrato em caso de rescisão unilateral: o pagamento de dois meses de
salários, que estavam em dia. Em outras palavras, a decisão de Mano
Menezes o fez estar em débito de, aproximadamente, R$ 1 milhão com o
Flamengo.
O vínculo do treinador com o clube era válido até o
final de 2014. Apresentado em 17 de junho com a esperança de alavancar
um projeto de longo prazo, Mano não colecionou nenhum grande problema
que possa ser apontado como a gota d´água para o pedido de demissão.
Entre a diretoria, muitos utilizaram o termo "covarde" para classificar o
técnico após sua saída. A avaliação é de que o treinador, reticente com
os resultados do time e temendo uma desvalorização profissional diante
de um possível rebaixamento no fim do ano, resolveu rasgar o contrato e
abandonar o barco.
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