O fazendeiro Vitalmino Bastos de Moura, o Bida, foi condenado a 30
anos de prisão, em Belém do Pará, por ter mandado matar, em fevereiro de
2005, a missionária americana Dorothy Stang. Iniciado às 8 horas da
manhã, no Tribunal do Juri, o julgamento estendeu-se até pouco mais de
22 horas. Os jurados tomaram sua decisão em menos de uma hora e a
sentença foi anunciada pelo juiz Moisés Alves Flexa pouco antes de
meia-noite desta quinta-feira. O fazendeiro pode recorrer.
Durante
horas a defesa de Bida sustentou que ele foi apontado como criminoso
por não ter aceito fazer parte de um esquema de propina que garantia
segurança policial privada a fazendeiro e madeireiros da região de
Anapu, a Oeste do Pará - onde o crime aconteceu. Foi o quarto julgamento
do fazendeiro. Nos três anteriores, ele foi absolvido uma vez e
condenado em outras duas.
Morta a tiros, a missionária Dorothy
Stang tinha 73 anos, pertencia à ordem missionária Notre Dame e
trabalhava junto a comunidades pobres de Anapu. Sua morte teve
repercussão mundial.
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