O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse
ontem que, caso a corte valide o recurso conhecido como embargos
infringentes e permita um novo um novo julgamento para 12 dos 25
condenados do mensalão, é preciso que se estabeleçam ritos e prazos para
que o processo possa chegar ao fim num tempo razoável.
“Tenho
a impressão de que é importante, desde logo, estabelecer ritos, prazos,
para encaminhar este assunto. Quer dizer, que o tema não fique solto
(...) Estou dizendo é que haja, de fato, uma responsabilidade em relação
a isso. Isso aqui não é um tribunal para ficar assando pizza e nem é um
tribunal bolivariano”, disse.
O ministro também voltou a defender as penas aplicadas aos condenados
na primeira etapa do mensalão, como o ex-ministro José Dirceu, que pelo
crime de formação de quadrilha pegou 2 anos e 11 meses. Ao citar as
penas, ele ainda rebateu críticas feitas pelo ministro Ricardo
Lewandowski que, ao votar por condenações menores durante a análise de
recursos, alegou que a corte deu penas altas para evitar a prescrição
dos crimes, e não porque os réus mereciam. “Não se tratava do motorista
da quadrilha, de alguém que apenas era auxiliar, segundo as premissas
estabelecidas pelo tribunal, era de fato o chefe da quadrilha.”
Ele
também criticou o modelo proposto pelo ministro Teori Zavascki, que
votou pela redução das penas por formação de quadrilha alegando que ela
ficou desproporcional à de outros crimes.
Fonte: Jornal O Povo
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